Beijing, 14 mai (Xinhua) -- Todos os países amantes da paz e o povo japonês devem rejeitar o plano de "remilitarização" das forças de direita do Japão e trabalhar juntos para impedir o ressurgimento do neomilitarismo japonês, disse nesta quarta-feira um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.
O porta-voz Guo Jiakun fez as declarações durante uma coletiva de imprensa diária ao responder a uma pergunta relacionada. O plano do governo de Sanae Takaichi de revisar a Constituição encontrou ampla oposição no Japão, que presencia os maiores protestos antiguerra em décadas. Sentimentos como medo, preocupação, alarme e raiva estão presentes nas ruas. Comentários da mídia afirmam que a revisão do Artigo 9 da Constituição abalaria a identidade do Japão como uma "nação pacifista" e dividiria o país.
Guo observou que, na primeira metade do século XX, o povo japonês testemunhou como seu país avançou passo a passo rumo ao militarismo e degenerou-se em uma máquina de guerra. Eles também sofreram com a guerra travada pelo Japão e compreendem melhor do que ninguém o significado do compromisso do país de renunciar para sempre à guerra.
Guo disse que, hoje, entretanto, o governo Takaichi parece disposto a abandonar o pacifismo, que constituía o pré-requisito fundamental para que o Japão fosse readmitido na comunidade internacional, e a destruir a identidade pacifista valorizada por gerações no Japão.
Usando a autodefesa e a "ameaça externa" como pretextos, as forças de direita do Japão estão apostando com o bem-estar do povo japonês e colocando em risco a paz e a estabilidade da região Ásia-Pacífico, disse Guo, acrescentando que os maiores protestos antiguerra em décadas mostram que as pessoas em todo o Japão estão cada vez mais conscientes de que retomar o caminho do militarismo é uma trajetória fadada ao fracasso.

