Foto tirada em 15 de julho de 2025 mostra robô quadrúpede, chamado Rinoceronte Branco, em Hangzhou, província de Zhejiang, no leste da China. A Universidade de Zhejiang, no leste da China, disse na terça-feira que o Rinoceronte Branco completou uma corrida de 100 metros em 16,33 segundos, quebrando o recorde mundial anterior de 19,87 segundos estabelecido por um robô chamado Cão de Caça, da Coreia do Sul. (Universidade de Zhejiang/Divulgação via Xinhua)
Por Shao Haijun
A edição tradicional do Ranking CWTS de Leiden 2025 mostra que oito universidades chinesas agora estão entre as dez melhores do mundo em número de publicações em periódicos científicos internacionais no período de 2020 a 2023.
Haia, 11 fev (Xinhua) -- As universidades chinesas têm apresentado um crescimento notável na produção científica global nos últimos anos, disse um pesquisador sênior do Centro de Estudos de Ciência e Tecnologia (CWTS) da Universidade de Leiden, na Holanda, em entrevista recente à Xinhua.
A edição tradicional do Ranking CWTS de Leiden 2025, divulgada em outubro passado, que se concentra exclusivamente no desempenho em pesquisa de universidades do mundo todo, mostra que oito universidades chinesas agora estão entre as dez melhores do mundo em número de publicações em periódicos científicos internacionais no período de 2020 a 2023. A Universidade de Zhejiang ocupa o primeiro lugar, com mais de 40.000 artigos.
"Comparado com períodos anteriores, é possível observar claramente um aumento no número de universidades chinesas entre as dez melhores quando classificamos as universidades com base no número de publicações", disse Nees Jan van Eck, pesquisador sênior e chefe de ciência de dados do CWTS. "Isso se deve principalmente ao rápido crescimento da produção de publicações das instituições chinesas".
Embora as universidades chinesas liderem em volume de publicações, ele observou que sua dominância é menor quando se considera o impacto das citações.

Foto tirada em 12 de dezembro de 2025 mostra vista da Universidade de Beijing em meio à neve em Beijing, capital da China. Beijing registrou sua primeira nevasca significativa deste inverno na sexta-feira. (Xinhua/Ren Chao)
"Quando analisamos os indicadores de impacto de citações independentes do tamanho da publicação, surge um cenário diferente. As universidades chinesas não dominam o top 10 da mesma forma", disse van Eck.
Ao mesmo tempo, ele observou um aumento constante na influência da pesquisa realizada por instituições chinesas, principalmente em trabalhos altamente citados.
"Se você observar indicadores como a proporção de publicações de uma universidade que estão entre as 10% mais citadas em sua área, verá uma tendência de alta para as universidades chinesas", disse van Eck. "A proporção de publicações altamente citadas tem aumentado de forma constante ao longo do tempo nessas universidades".
"Se essa tendência continuar, poderemos ver mais universidades chinesas entre as 10 ou 25 melhores do mundo, com base nesses indicadores de impacto de citações, daqui a alguns anos", acrescentou ele.
O Ranking de Leiden inclui duas versões: uma Edição Tradicional, que abrange mais de 1.500 instituições, e uma Edição Aberta, baseada em dados abertos do OpenAlex, que amplia a cobertura para mais de 2.800 universidades e oferece total transparência dos dados e algoritmos subjacentes.
Ao contrário de muitos rankings universitários globais, o Ranking de Leiden não tenta identificar só uma "melhor universidade".
"Não acreditamos que seja válido responder à pergunta de qual universidade é a melhor do mundo", disse van Eck. "As universidades têm desempenhos em diferentes dimensões. Se você combinar tudo em um único número, não saberá mais o que está realmente analisando".

Foto tirada em 14 de setembro de 2017 mostra a Biblioteca Asiática da Universidade de Leiden. A biblioteca foi reformada e inaugurada oficialmente em 14 de setembro de 2017. (Xinhua/Sylvia Lederer)
Em vez de pontuações compostas, o Ranking de Leiden apresenta múltiplos indicadores em diferentes dimensões do desempenho em pesquisa, incluindo impacto científico, colaboração e publicação em acesso aberto, tanto para a ciência como um todo quanto para as principais áreas disciplinares.
Van Eck descreveu o ranking mais como uma ferramenta de dados do que uma tabela de classificação tradicional. Seus principais usuários incluem líderes universitários, formuladores de políticas e agências governamentais que buscam compreender as tendências de pesquisa e os perfis institucionais.
O pesquisador enfatizou que os rankings devem apoiar o desenvolvimento a longo prazo, em vez de impulsionar a competição a curto prazo.
O CWTS aconselha os usuários a se concentrarem nos valores dos indicadores em vez das posições, a considerarem múltiplas dimensões e a evitarem interpretar erroneamente pequenas diferenças entre as instituições, acrescentou ele.


