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Taoiseach da Irlanda diz estar disposto a aprofundar cooperação com China e reforçar coordenação em assuntos multilaterais

8 de janeiro de 20263 min de leitura
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Beijing, 7 jan (Xinhua) -- O Taoiseach da Irlanda, Micheal Martin, atualmente em visita oficial à China, expressou sua disposição de aprofundar a cooperação com a China nas áreas de economia, comércio, energia verde e inovação científica e tecnológica, bem como de reforçar a coordenação em assuntos multilaterais, durante uma entrevista conjunta com a mídia chinesa em Beijing nesta segunda-feira.

Esta visita marca a primeira de um Taoiseach da Irlanda em 14 anos e a primeira de Martin desde que assumiu o cargo. Ele elogiou as conquistas nas relações bilaterais nos últimos anos e enfatizou o papel crucial do diálogo de alto nível.

"Vim aqui pela primeira vez há 20 anos como ministro da Empresa e o volume de comércio entre nossos dois países aumentou exponencialmente. Portanto, nossa relação no lado comercial cresceu muito fortemente", disse Martin.

Olhando para o futuro, Martin apontou áreas emergentes, como a economia digital e a transição verde. "Vamos embarcar em um grande investimento em energia renovável offshore", disse ele, destacando o plano da Irlanda de aproveitar seus abundantes recursos eólicos, o que, segundo ele, apresentará novas oportunidades para as empresas chinesas.

Martin destacou a posição única da Irlanda como o único país de língua inglesa na zona do euro e na União Europeia, o que proporciona um forte acesso ao vasto mercado consumidor europeu. Ele acolheu com satisfação mais investimentos chineses em setores como serviços financeiros, infraestrutura e biomedicina, e expressou a esperança de que as empresas irlandesas explorem ainda mais o mercado chinês.

O mercado chinês é muito importante para a Irlanda, especialmente em setores competitivos como agroalimentar, laticínios e ciências da vida, onde a cooperação pode ser fortalecida, acrescentou.

Martin também falou sobre o próspero intercâmbio interpessoal entre os dois países. Espetáculos irlandeses como Riverdance, música tradicional de bandas como The Chieftains e canções pop da banda irlandesa Westlife ganharam grande popularidade na China. As crescentes conexões literárias e os voos diretos mais fáceis estão ajudando a aproximar ainda mais os dois povos. Na área da educação, ele mencionou que muitas parcerias de sucesso foram estabelecidas entre universidades dos dois países.

Sobre os desafios globais, Martin enfatizou que o diálogo é fundamental para construir relações políticas fortes e gerenciar adequadamente as diferenças, acrescentando que as disputas devem ser resolvidas pacificamente. "Tanto a China quanto a Irlanda são multilateralistas em sua essência. Somos membros participantes ativos das Nações Unidas (ONU) e trabalhamos arduamente para cumprir nossas obrigações com a comunidade internacional", disse ele.

Em relação ao sistema de comércio multilateral, Martin pediu o fortalecimento da autoridade da ONU e o apoio à sua agenda de reformas, além de reconhecer o papel da OMC na solução de disputas comerciais. "Somos contra as tarifas. Achamos que elas acabam prejudicando a economia mundial", observou.

Enquanto a Irlanda se prepara para assumir a presidência rotativa da UE no segundo semestre do ano, Martin destacou que, embora os Estados-membros da UE mantenham laços bilaterais com a China, a própria Irlanda desfruta de uma parceria econômica robusta e de uma rica história de compromissos culturais com o país. "Acreditamos que uma relação bilateral forte é inteiramente complementar a uma relação forte entre a UE e a China", afirmou.

"Acho que isso ilustra o potencial do futuro, quando há respeito mútuo, podemos compartilhar conhecimento e capacidades para obter um resultado melhor e maior", disse Martin, expressando a confiança no potencial de cooperação futura entre a Irlanda e a China.