Rio de Janeiro, 12 mai (Xinhua) -- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta terça-feira o programa "Brasil Contra o Crime Organizado", uma nova estratégia nacional para combater as organizações criminosas, suas estruturas financeiras e de comando, por meio de ações coordenadas entre o governo federal, os estados e os municípios.
Lula também anunciou a criação do Ministério da Segurança Pública, condicionada à aprovação pelo Senado da proposta de emenda constitucional sobre segurança.
Em seu discurso, o presidente relembrou os debates em torno da Constituição de 1988 e explicou que a decisão de concentrar a responsabilidade pela segurança pública nos estados foi uma reação ao período da ditadura militar.
Lula também afirmou que o lançamento do programa envia uma mensagem direta às organizações criminosas. Segundo ele, o objetivo do governo é recuperar territórios controlados por facções criminosas e fortalecer a presença do Estado nas cidades brasileiras.
Por fim, o presidente afirmou que o combate ao crime organizado deve atingir todas as camadas sociais, criticando a ideia de associar o crime unicamente à pobreza.
O programa Brasil Contra o Crime Organizado terá um investimento direto de 1,06 bilhão de reais (US$ 215 milhões) até 2026 e uma linha de crédito adicional de 10 bilhões de reais (US$ 2,03 bilhões) destinada ao fortalecimento da segurança pública com tecnologia, veículos, drones e modernização do sistema prisional. O programa está dividido em quatro pilares: combate aos aspectos financeiros do crime organizado, reforço da segurança no sistema prisional, aprimoramento das investigações de homicídios e combate ao tráfico ilegal de armas e explosivos.
Entre as principais medidas estão a criação de forças integradas de combate ao crime organizado, a expansão dos sistemas de inteligência e rastreamento financeiro, o fortalecimento dos presídios de segurança máxima e novas operações para combater o tráfico de armas e desmantelar facções criminosas em todo o país.

