Guangzhou, 9 mai (Xinhua) -- Com a ajuda de funcionários, a compradora argentina Maria Laura vestiu o dispositivo e levou alguns minutos para ajustá-lo na Feira de Cantão, em Guangzhou, no sul da China. Sem qualquer suporte, ela deu um passo à frente com a ajuda do exoesqueleto.
A multidão irrompeu em calorosos aplausos, e seus amigos quase choraram de alegria.
"Achei que nunca mais conseguiria andar sozinha de novo!", disse Laura, que passou anos em uma cadeira de rodas devido à fraqueza muscular.
Ao longo dos anos, Laura procurou na Argentina por dispositivos de assistência que pudessem ajudá-la a andar de pé novamente. No entanto, a maioria dos produtos no mercado foca em cenários esportivos, e dificilmente há algum verdadeiramente adequado para pessoas com deficiência.
"Este dispositivo me ajuda a levantar as pernas e me faz sentir mais à vontade ao caminhar", manifestou Laura. Ela espera usar o dispositivo e viajar pelo mundo no futuro.
De acordo com dados oficiais da Feira de Cantão, as duas primeiras fases desta edição atraíram 245 mil compradores de 219 países e regiões, estabelecendo um novo recorde. Dados de pré-inscrição mostram que o crescimento no número de novos compradores veio principalmente de países participantes da Iniciativa Cinturão e Rota, com um aumento significativo no número de compradores da América Latina.
De produtos inteligentes, como drones e wearables inteligentes, a temas emergentes, como casas integradas e acessórios de moda, e temas verdes e de baixo carbono, incluindo talheres de bambu e madeira e tecidos funcionais e tecnológicos, esta edição da Feira de Cantão, realizada de 15 de abril a 5 de maio, adicionou nove novas zonas de exposição, apresentando cerca de 670 expositores e mais de 1.300 estandes.
Nos pavilhões de exposição, muitos compradores latino-americanos foram direto às zonas recém-criadas para wearables inteligentes, drones de consumo e tecidos funcionais para experimentar novos produtos inteligentes.
Muitos empresários latino-americanos não estão mais satisfeitos com a simples compra. Em vez disso, esperam construir redes de distribuição locais e desenvolver produtos específicos para a região em conjunto com empresas chinesas.
Diana, uma compradora venezuelana e gerente de uma rede de hotéis, indicou: "Anteriormente, comprávamos produtos chineses por meio de lojas locais, o que envolvia ciclos longos e custos altos." Ela disse que espera cortar intermediários e encontrar fornecedores chineses de produtos como tapetes, decorações e máquinas de café diretamente.
"A China tem um sistema industrial completo e uma cadeia de suprimentos forte, oferecendo-nos uma riqueza de opções", observou Diana. Ela e vários outros compradores notaram que as soluções de balcão único fornecidas pelas empresas chinesas reduzem significativamente os custos de comunicação e compra, e esperam uma cooperação de longo prazo para expandir para mercados maiores.
Em resposta ao entusiasmo do mercado latino-americano, as empresas chinesas também estão ajustando ativamente suas estratégias. A Jiangsu Sesame Tools Co., Ltd. começou a focar no mercado sul-americano no ano passado. Nesta Feira de Cantão, muitos clientes sul-americanos fizeram viagens especiais para negociações, com transações no local alcançando quase US$ 7 milhões, um aumento de 30% em relação ao ano passado.
"A Feira de Cantão é uma plataforma principal para nos expandir para mercados emergentes. Cada edição nos traz pedidos concretos", admitiu Zhu Jianhua, gerente geral da empresa, acrescentando que a empresa continuará a aprofundar sua presença no mercado sul-americano.
Zhu Yong, diretora do Centro de Comércio Exterior da China, disse que a disposição dos compradores regulares em participar da Feira de Cantão permanece estável, e os novos compradores vêm principalmente de países participantes da Iniciativa Cinturão e Rota, com rápido crescimento de regiões como América Latina e África.
"Quanto mais incerto o ambiente externo, mais vibrante se torna a Feira de Cantão. Isso reflete uma confiança firme na cadeia industrial completa e na cadeia de suprimentos estável da China, e é um voto de confiança na economia chinesa", apontou Zhu Yong.

