Beijing, 19 mai (Xinhua) -- Em maio, um grande número de aves de espécies raras, incluindo colhereiros-brancos e grous-de-pescoço-preto, entrou no pico da época de reprodução nas zonas úmidas de Gahai-Zecha, na Província de Gansu, no noroeste da China.
Até meados do verão neste ano, prevê-se que as populações de aves na região ultrapassem 30 mil.
Esta vitalidade selvagem resulta de uma longa luta. Desde os anos 1990, o Lago Gahai havia sofrido três secas severas, que quase o reduziram a um deserto de areia estéril.
Juntamente com outra área, ele foi transformado de uma reserva natural provincial na atual Reserva Natural Nacional de Gahai-Zecha, a fim de intensificar sua proteção.
Devido aos esforços constantes, o lago já se recuperou bastante, com sua área aumentando mais de 5 vezes para ultrapassar 2,6 mil hectares.
Porém, a observação diária é fundamental para garantir a recuperação sustentável dos ecossistemas locais. "Aguas mais saudáveis significam um ambiente mais seguro para a teia alimentar da vida selvagem", afirmou Fan Long, chefe do departamento local de gestão das zonas úmidas, cuja equipe dedica mais de 20 dias por mês à patrulha na reserva.
Uma boa notícia é que a tecnologia tem aprimorado a forma e a eficiência do trabalho dos funcionários locais.
A reserva conta atualmente com 26 estações de monitoramento remoto, além de drones e câmeras infravermelhas que acompanham a saúde ambiental de forma eficiente, informou ele.
Elogiando essas atualizações tecnológicas que lhes permitem monitorar as condições das zonas úmidas em tempo real, Fan disse que o sistema inteligente vem substituindo gradativamente métodos tradicionais. Os mesmos eram intensivos em recursos humanos, como patrulhas a grande altitude e coletas manuais de água.
Novos sensores hidrológicos flutuantes fornecem dados quase instantâneos da qualidade da água, enquanto informações sobre níveis de oxigênio, pH e taxas de fluxo são apresentadas em um monitor em tempo real, acrescentou.
Uma outra vantagem é a minimização da interferência humana, uma vez que os drones observam o comportamento das aves a uma distância segura, e as câmeras submersas documentam populações de peixes sem invadir seus habitats.
Em todo o país, a China pretende ampliar o sistema digitalizado e inteligente para o monitoramento ecológico.
De acordo com o Ministério da Ecologia e do Meio Ambiente, uma nova geração de redes de monitoramento será explorada até 2027 em regiões-chave, caracterizada por manutenção não tripulada e amostragem inteligente, entre outros.
Até 2030, a rede nacional de monitoramento ecoambiental será sistematicamente reformulada para incluir um sistema integrado de monitoramentos aéreo, terrestre e marítimo, informou a pasta.
Além disso, espera-se que novas tecnologias como robôs equipados com inteligência artificial e sensoriamento remoto por satélite também desempenhem papéis cada vez mais relevantes.
As tecnologias não se limitam a substituir máquinas "frias", mas podem acompanhar de forma cuidadosa e silenciosa os animais no planeta em que convivenciamos.
"Para mim, observar essas espécies é a parte mais gratificante do trabalho", disse Fan, concluindo que isto é um exemplo vívido de como os seres humanos e a natureza podem prosperar em harmonia.

