Beijing, 5 jun (Xinhua) -- A China se opõe firmemente à mais recente escalada de bloqueio e sanções dos EUA contra Cuba, à medida que Washington adicionou líderes cubanos à sua lista de sanções, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês na sexta-feira.
As declarações do porta-voz ocorreram após os Estados Unidos terem imposto sanções ao presidente cubano Miguel Díaz-Canel e a algumas pessoas e entidades pertinentes, incluindo a esposa e enteado de Díaz-Canel e filho e neto do líder cubano Raúl Castro.
O presidente cubano Díaz-Canel respondeu que essas medidas visam reforçar o bloqueio, e Cuba se manterá firme contra a agressão imperial. O Ministério das Relações Exteriores de Cuba expressou que é um ato brutal de agressão econômica, e Washington poderia tentar usá-lo como justificativa para ações mais perigosas, incluindo agressão militar contra Cuba.
Observando que o lado americano reforçou o bloqueio e as sanções contra Cuba, chegando a adicionar líderes cubanos à sua lista de sanções, o porta-voz disse que isso revela mais uma vez o comportamento hegemônico e dominador e práticas de intimidação dos EUA. A China se opõe firmemente a isso, enfatizou o porta-voz.
O porta-voz destacou que uma Cuba estável é o que a comunidade internacional quer ver, e qualquer tentativa dos Estados Unidos de desestabilizar Cuba acabará por sair pela culatra.
A China insta os Estados Unidos a pararem imediatamente com seu bloqueio e quaisquer outras formas de coerção e pressão contra Cuba, além de pararem de infringir o direito do povo cubano de sobreviver e prosperar, disse o porta-voz, acrescentando que a China, como sempre, apoiará firmemente Cuba na salvaguarda de sua soberania e segurança nacionais e na oposição à interferência externa.

