China condena ações negativas do Japão em relação ao Santuário de Yasukuni

29 de abril de 20262 min de leitura
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Beijing, 29 abr (Xinhua) -- A China expressa sua forte indignação e severa condenação perante a série de ações negativas do Japão quanto ao Santuário de Yasukuni, afirmou nesta terça-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian.

Lin fez as declarações em uma coletiva de imprensa regular ao ser questionado sobre a visita ao notório Santuário de Yasukuni nesta terça-feira por membros da associação de solidariedade dos conservadores, um grupo composto por conservadores do Partido Liberal Democrata do Japão e 166 legisladores do Sanseito provenientes da Dieta e das assembleias locais.

"O chamado Santuário de Yasukuni é uma ferramenta espiritual e um símbolo da guerra de agressão dos militaristas japoneses. Na verdade, é um santuário para criminosos de guerra", disse Lin.

As ações negativas do Japão em relação ao santuário ligado à guerra constituem uma afronta flagrante e grave à justiça histórica e à consciência humana, desafiando a vitória da Segunda Guerra Mundial e a ordem internacional do pós-guerra, afirmou ele. "A China lamenta e condena veementemente isso."

Este domingo marcará 80 anos desde o início dos julgamentos de Tóquio. Há oitenta anos, a comunidade internacional, com provas irrefutáveis e contundentes, proferiu seu julgamento final sobre os crimes de agressão do Japão e aplicou sentenças aos criminosos de guerra japoneses de Classe A de acordo com a lei, salvaguardando assim os resultados da vitória na Guerra Mundial Antifascista e a justiça internacional, afirmou ele.

Hoje, no entanto, alguns políticos japoneses e forças de direita, em vez de refletir e corrigir seus erros, optaram por seguir o caminho errado, disse Lin. Ao visitarem ano após ano o Santuário de Yasukuni, que homenageia criminosos de guerra japoneses de Classe A, esses políticos japoneses buscam reverter o veredicto justo sobre a agressão japonesa e, com isso, encobrir os crimes de guerra do Japão e reviver o militarismo, acrescentou ele.

"O povo chinês e os povos de outros lugares que sofreram com a agressão japonesa nunca aceitarão isso, nem qualquer pessoa no mundo que defenda a paz. À medida que o neomilitarismo japonês continua ganhando força, a comunidade internacional deve permanecer em alerta máximo e estar pronta para erradicá-lo antes que possa causar estragos na região", disse ele.