Brasília, 27 jan (Xinhua) -- O Seminário Brasil-China: Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação e Mecanização Agrícola foi realizado nesta terça-feira no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília, capital do Brasil. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Luciana Santos, e o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, participaram da cerimônia de abertura e discursaram.
Luciana Santos afirmou que a China é um parceiro estratégico no plano "Nova Indústria Brasil". Diante de um cenário internacional cada vez mais tenso, o conceito de benefício mútuo incorporado na cooperação Brasil-China é particularmente importante.
A ministra destacou que a agricultura familiar responde por mais de 80% da produção de alimentos do Brasil, mas que o potencial tecnológico do setor ainda não foi plenamente explorado, o que resulta em baixa produtividade e condições de trabalho difíceis. Segundo ela, o país precisa avançar no uso de tecnologias como a mecanização agrícola e a inteligência artificial para aumentar a eficiência produtiva. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação compromete-se a liberar plenamente o potencial do talento brasileiro e a cooperar com a China para promover o conceito de paz e cooperação. Espera-se que este seminário promova a cooperação e o intercâmbio entre os dois países no campo da mecanização agrícola e impulsione conjuntamente o progresso tecnológico e a modernização industrial.
Zhu Qingqiao destacou que as relações China-Brasil vivem seu melhor momento histórico. A construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado e o alinhamento das estratégias de desenvolvimento dos dois países tiveram um bom início e estão progredindo. A cooperação em mecanização agrícola e inovação científica e tecnológica entre os dois países é oportuna.
Zhu apontou que a agricultura familiar é a base da segurança alimentar do povo brasileiro, e a mecanização é fundamental para promover o desenvolvimento da agricultura familiar. Atualmente, os desafios globais à segurança alimentar estão se intensificando. Como grandes potências agrícolas e importantes participantes do sistema alimentar global, a China e o Brasil têm a responsabilidade de aprofundar a cooperação em mecanização agrícola e inovação tecnológica, servindo de exemplo para a segurança alimentar global e o desenvolvimento agrícola sustentável.
Zhu apresentou três expectativas para o aprofundamento da cooperação na área: primeiro, fortalecer a cooperação conjunta em pesquisa e desenvolvimento e inovação tecnológica, estabelecer um mecanismo regular de colaboração em pesquisa científica, construir conjuntamente plataformas de inovação tecnológica e promover o compartilhamento de conquistas científicas e tecnológicas agrícolas; segundo, promover a construção de capacidades locais de pesquisa e desenvolvimento e de produção. A China está disposta a estabelecer um centro de pesquisa e desenvolvimento e uma base de produção em mecanização agrícola no Brasil para acelerar a transição da pesquisa e desenvolvimento para a produção em larga escala; terceiro, aproveitar ao máximo o papel de plataforma das fazendas demonstrativas, dos pátios de ciência e tecnologia e dos laboratórios conjuntos para fortalecer os intercâmbios técnicos e a formação de talentos.
Segundo Yang Minli, diretora do Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento da Mecanização Agrícola da China, vinculado à Universidade Agrícola da China, este seminário reuniu representantes de 10 empresas chinesas de máquinas agrícolas e 9 empresas brasileiras do setor. Representantes do Consórcio Nordeste e de 9 estados do nordeste brasileiro também foram convidados a apresentar suas políticas locais e incentivos financeiros.

