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Previsão da inflação no Brasil sobe para 4,31% em meio ao impacto da guerra no Oriente Médio

31 de março de 20262 min de leitura
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Rio de Janeiro, 30 mar (Xinhua) -- A previsão do mercado financeiro brasileiro para a taxa de inflação em 2026 subiu de 4,17% para 4,31%, segundo a pesquisa Focus realizada pelo Banco Central junto às principais instituições financeiras divulgada nesta segunda-feira.

A previsão aumentou pela terceira semana consecutiva devido aos impactos da guerra no Oriente Médio. Na semana passada, em seu Relatório de Política Monetária, o Banco Central afirmou que "a perspectiva macroeconômica será afetada tanto pelo efeito direto do choque de oferta quanto pelo efeito indireto associado ao aumento da incerteza".

Quatro semanas atrás, a projeção de inflação era de 3,91%. A meta oficial de inflação para este ano é de 3% ao ano, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual acima ou abaixo.

A previsão dos analistas para a inflação em 2027 foi revisada, passando de 3,80% para 3,84%.

A projeção para a taxa básica de juros Selic, atualmente em 14,75% ao ano, permaneceu em 12,50% para o final de 2026 e 10,50% para o final de 2027.

A previsão de crescimento do PIB brasileiro passou de 1,84% para 1,85% em 2026 e permaneceu em 1,80% para 2027.

A taxa de câmbio projetada é de 5,40 reais por dólar em 2026 e 5,45 reais por dólar em 2027.

A balança comercial (exportações menos importações) é estimada em US$ 70 bilhões em 2026 e US$ 73,05 bilhões em 2027.

A previsão para a entrada de investimento estrangeiro direto é de US$ 75 bilhões em 2026 e US$ 78,5 bilhões em 2027.