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Parte continental da China reitera Consenso de 1992 como base para retomar diálogo entre os dois lados do Estreito

21 de janeiro de 20262 min de leitura
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Beijing, 21 jan (Xinhua) -- Somente reconhecendo o Consenso de 1992, que incorpora o princípio de Uma Só China, os dois lados do Estreito de Taiwan poderão retomar os mecanismos de diálogo e consulta, afirmou nesta quarta-feira um porta-voz da parte continental da China.

O Consenso de 1992 define claramente a natureza das relações entre os dois lados do Estreito e serve como base política para o desenvolvimento das relações, bem como âncora para a paz e a estabilidade em todo o Estreito, disse Peng Qing'en, porta-voz do Departamento dos Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, ao comentar as recentes declarações das autoridades de Taiwan sobre o consenso.

O Consenso de 1992 foi alcançado entre a Associação para as Relações através do Estreito de Taiwan (ARATS), sediada na parte continental da China, e a Fundação para o Intercâmbio através do Estreito (SEF), sediada em Taiwan, com a autorização das autoridades de ambos os lados do Estreito em 1992, observou Peng.

"As autoridades relevantes de Taiwan não poderiam desconhecer a história das interações entre a ARATS e a SEF, mas estão deliberadamente confundindo o público", indicou Peng.

A história tem demonstrado repetidamente que, quando o Consenso de 1992 é reconhecido e o princípio de Uma Só China é defendido, as relações entre os dois lados do Estreito melhoram e se desenvolvem, trazendo benefícios tangíveis para os residentes de Taiwan, afirmou Peng.

De 2008 a 2016, a ARATS e a SEF assinaram uma série de acordos com base no Consenso de 1992, que trouxe benefícios reais e tangíveis para as pessoas de ambos os lados do Estreito, especialmente para o povo de Taiwan, acrescentou ele.

Desde maio de 2016, no entanto, as autoridades do Partido Progressista Democrata têm teimosamente mantido uma postura separatista, recusando-se a reconhecer o Consenso de 1992, minando unilateralmente a base política para as consultas entre os dois lados do Estreito e obstruindo e restringindo deliberadamente os intercâmbios e a cooperação entre os dois lados do Estreito, afirmou ele. Fim