Beijing, 27 mar (Xinhua) -- O Ministério da Defesa Nacional da China refutou nesta quinta-feira as recentes alegações dos EUA sobre testes nucleares, classificando-as como calúnias infundadas, e instou os Estados Unidos a cumprirem sua responsabilidade especial e primordial em relação ao desarmamento nuclear.
Jiang Bin, porta-voz do Ministério da Defesa Nacional, fez essas declarações em resposta a uma pergunta da imprensa sobre as alegações feitas por autoridades norte-americanas.
A China adere a uma estratégia nuclear de autodefesa, segue uma política de não uso primeiro e se compromete incondicionalmente a não usar ou ameaçar usar armas nucleares contra Estados sem armas nucleares ou zonas livres de armas nucleares, disse Jiang.
A China sempre manteve suas capacidades nucleares no nível mínimo necessário para a segurança nacional e não se envolve em uma corrida armamentista nuclear com nenhum país, disse Jiang, acrescentando que a China tem participado ativamente do processo de revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e das reuniões no âmbito do mecanismo dos cinco Estados detentores de armas nucleares, ao mesmo tempo que mantém o diálogo com todas as partes sobre o controle de armas nucleares.
Jiang disse que os Estados Unidos, em busca da superioridade absoluta em segurança, minaram o consenso internacional sobre o controle de armas, retiraram-se de tratados internacionais e investiram pesadamente na modernização de sua "tríade nuclear".
Ele acrescentou que os Estados Unidos estão desenvolvendo o sistema global de defesa antimísseis "Golden Dome", implantando armas de alcance intermediário baseadas em terra na região Ásia-Pacífico, deixando o Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas expirar, buscando retomar os testes nucleares e adotando padrões duplos em relação à não proliferação nuclear, o que prejudicou gravemente o equilíbrio estratégico e a estabilidade globais.
Como o país com o maior arsenal nuclear, os Estados Unidos deveriam cumprir sinceramente sua responsabilidade especial e primordial pelo desarmamento nuclear, realizar novas reduções substanciais em seu arsenal nuclear e criar condições para que outros Estados detentores de armas nucleares se juntem ao processo de desarmamento, disse Jiang.

