Shenzhen, 2 fev (Xinhua) -- A China cumpriu as sentenças de morte de quatro membros líderes do grupo criminoso da família Bai, baseado no norte de Mianmar, que haviam sido condenados à morte em novembro de 2025 por crimes incluindo homicídio doloso, fraude em telecomunicações e tráfico de drogas.
As execuções foram realizadas por um tribunal em Shenzhen, na Província de Guangdong, no sul da China, após receber a aprovação do Supremo Tribunal Popular (STP).
Os quatro membros da gangue interpuseram recursos após o veredito de primeira instância, mas os recursos foram rejeitados em dezembro de 2025 pelo Tribunal Popular Superior de Guangdong, que manteve a decisão original e submeteu o caso ao STP para aprovação, conforme exigido por lei.
Após análise, o mais alto tribunal confirmou que a gangue criminosa da família Bai, liderada por Bai Yingcang, havia estabelecido múltiplas bases operacionais em Kokang, em Mianmar, para cometer crimes, incluindo fraude em telecomunicações, operações ilegais de jogos de apostas, assassinato, lesão corporal dolosa, sequestro, extorsão e organização e coação à prostituição.
Segundo o STP, os fundos envolvidos nas atividades de fraude e jogos de azar da gangue ultrapassaram 29 bilhões de yuans (cerca de US$ 4,16 bilhões). Seus atos criminosos resultaram na morte de seis cidadãos chineses e em vários outros feridos.
Além disso, Bai Yingcang conspirou com outros para traficar e fabricar aproximadamente 11 toneladas de metanfetamina.
Dada a natureza extremamente grave de seus crimes, além das circunstâncias e consequências particularmente graves, o STP aprovou legalmente as sentenças de morte desses quatro membros da gangue, a saber: Bai Yingcang, Yang Liqiang, Hu Xiaojiang e Chen Guangyi.

