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Brasil registra crescimento populacional mais lento e envelhecimento demográfico acelerado

18 de abril de 20263 min de leitura
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Rio de Janeiro, 17 abr (Xinhua) -- A população do Brasil continua a crescer em ritmo mais lento e apresenta um processo de envelhecimento acelerado, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2025, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o estudo, a população residente do país atingiu um total de 212,7 milhões de pessoas em 2025, representando um aumento de 0,39% em relação a 2024. A taxa anual de crescimento populacional permanece abaixo de 0,60% desde 2021.

Do total da população, 51,2% são mulheres e 48,8% são homens, indicou o órgão oficial.

Os dados refletem uma transformação na estrutura etária do país. Entre 2012 e 2025, a proporção de pessoas com menos de 40 anos diminuiu 6,1%, enquanto a participação das faixas etárias mais avançadas aumentou.

A população entre 40 e 49 anos subiu de 13% para 15% do total, a população entre 50 e 59 anos aumentou de 10% para 11,8% e a população com 60 anos ou mais avançou de 11,3% para 16,6%.

O IBGE observou que essa tendência também pode ser constatada na pirâmide etária, com uma base mais estreita e um topo mais amplo, indicando um declínio no número de jovens e um aumento no número de idosos.

Além disso, persistem diferenças regionais marcantes. As regiões Norte e Nordeste apresentam a maior proporção de jovens até 13 anos, com 22,6% e 19,1%, respectivamente. Em contraste, o Sudeste e o Sul apresentam a maior porcentagem de pessoas com 60 anos ou mais, ambas com 18,1%.

A pesquisa também mostrou mudanças na autoidentificação racial. A proporção de pessoas que se identificam como brancas caiu de 46,4% em 2012 para 42,6% em 2025, enquanto a de pessoas que se identificam como negras aumentou de 7,4% para 10,4%.

A região Norte apresentou o maior aumento na população negra, passando de 8,7% para 12,9%. Enquanto isso, a região Sul registrou o maior aumento na população mestiça, de 16,7% para 22%, juntamente com a maior queda na população branca, de 78,8% para 72,3%.

Outra mudança notável é o aumento no número de pessoas que vivem sozinhas. Os domicílios unipessoais representavam 19,7% do total em 2025, em comparação com 12,2% em 2012.

Embora os domicílios nucleares, compostos por casais ou pais com filhos, continuem sendo a maioria, com 65,6%, sua participação caiu em relação aos 68,4% registrados em 2012.

Em relação à habitação, os imóveis alugados aumentaram para 23,8% do total, enquanto os imóveis próprios totalmente quitados diminuíram para 60,2%. As casas continuam predominando, com 82,7%, embora os apartamentos tenham aumentado sua participação para 17,1%.

Quanto à infraestrutura, o acesso à água encanada atingiu 86,1% dos domicílios brasileiros, embora ainda existam disparidades entre as áreas urbanas, com 93,1%, e as áreas rurais, com apenas 31,7%.

O acesso a serviços diretos de coleta de lixo atingiu 86,9% dos domicílios, enquanto o acesso à eletricidade está próximo da universalidade, com apenas 0,5% dos domicílios urbanos e 2,7% dos domicílios rurais sem conexão à rede elétrica. Fim