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Aumento do arsenal de mísseis do Japão próximo à China ameaça paz e estabilidade regionais, diz porta-voz da chancelaria

16 de abril de 20262 min de leitura
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Beijing, 16 abr (Xinhua) -- O Japão vem reforçando a implantação de armas e equipamentos ofensivos, incluindo mísseis, em regiões próximas à China sob o pretexto da chamada defesa e contra-ataque, o que constitui, essencialmente, uma tentativa de construir uma fortaleza avançada de confronto militar e ameaça a paz e a estabilidade regionais, afirmou na quarta-feira um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

O porta-voz Guo Jiakun fez as declarações em uma coletiva de imprensa, em resposta a uma pergunta sobre relatos de que, em uma reunião na segunda-feira com o ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, o prefeito da vila de Yonaguni, na prefeitura de Okinawa, expressou aprovação à implantação de unidades de mísseis de defesa aérea em Yonaguni.

A China está profundamente preocupada, disse Guo. As forças de direita do Japão estão pressionando por uma política de defesa mais ofensiva, expansionista e perigosa, que vai muito além do âmbito da autodefesa e da política "exclusivamente orientada para a defesa" do Japão e torna a imagem autoproclamada do Japão como um país pela paz nada mais do que uma ironia, afirmou o porta-voz.

Observa-se que os residentes locais, assombrados por memórias históricas amargas, temem amplamente ser arrastados para conflitos, tornar-se vítimas de guerras e servir de bucha de canhão, disse Guo, acrescentando que também surgiu forte oposição em toda a sociedade japonesa.

A guerra de agressão lançada pelos militaristas japoneses trouxe catástrofe ao povo japonês, bem como ao resto do mundo, disse ele, acrescentando que desafiar a opinião pública e buscar a expansão militar apenas repetirá a história.

"Exortamos o lado japonês a fazer uma séria reflexão sobre sua história de agressão militar, honrar seus compromissos e agir com prudência em suas palavras e ações nos campos militar e de segurança. A comunidade internacional deve estar altamente vigilante e impedir firmemente a remilitarização e o neomilitarismo do Japão, que crescem rapidamente", enfatizou o porta-voz.